GlassBox DOCS

MODELO DE GOVERNANÇA ÁGIL E ENXUTA

Conheça uma abordagem de alto desempenho para a contratação, execução, gestão e governança de times de produtos de software.

1. Apresentação

Uma operação ágil e enxuta

A Caixa de Vidro (GlassBox, em inglês) é uma estratégia de acompanhamento de serviços de desenvolvimento de software que envolve e fomenta equipes de produto de alto desempenho, cujo foco está na melhor relação custo/ benefício dos serviços prestados. Pode ser usada nas empresas públicas, mistas ou privadas, usando modelos de outsourcinginsourcing ou mesmo híbridos destes.

Aqui no espaço GlassBox Docs você conhecerá a abordagem do GlassBox em detalhes, e, ao final da leitura da sua documentação, será capaz de usá-la na prática.

1.1. Motivação

Considerando a experiência prática do mercado brasileiro sobre agilidade e também a respeito dos mecanismos de governança de TI, percebemos que há três grandes problemas assolando as empresas que executam ou contratam serviços de desenvolvimento de software. São eles:

1

Principalmente nas empresas privadas, há foco quase que exclusivo no aparente valor gerado...

... mas sem grandes preocupações reais com a eficiência (ou relegando-a a segundo plano) e, consequentemente, com o custo atrelado ao desenvolvimento – muitos se enganam ao tentar provar a economicidade sem analisar parâmetros adequados para tal finalidade.

2

Principalmente nas empresas públicas, há foco praticamente exclusivo no menor custo...

(até mesmo pela legislação impor certas restrições), sem que necessariamente gere-se o valor esperado para quem o espera, seja o cidadão ou o próprio servidor.

3

Em ambos os cenários, há dificuldades intrínsecas aos contratos firmados e/ou com os acordos operacionais estabelecidos...

... assim como na execução dos processos e mecanismos de governança que estão em torno das equipes de desenvolvimento (principalmente, quando adotados modelos mais ágeis e enxutos).

Pretendendo resolver os problemas citados, a estratégia de governança GlassBox baliza-se primariamente pelo custo/ benefício das ações em torno do desenvolvimento de software, tanto na problemática pública como na privada, uniformemente.

As estratégias de mercado normalmente se preocupam com o custo ou com o valor gerado (ou seja, o benefício), mas o GlassBox é a própria relação ‘custo/ benefício’.

1.2. Justificativa

É sempre importante entender porque faz-se algo; e por isso, veremos aqui algumas justificativas para a utilização de uma estratégia não convencional, como é o caso do GlassBox.

1.2.1. Garantindo o Foco

Conforme o The Standish Group (2000), por volta do ano 2000, nos EUA, 72% dos projetos realizados consumiram mais recursos ou mais tempo que o orçado, ou ainda, não entregaram o que foi combinado… em 2012, comparando Waterfall (modelo dominante em 2000) e o relativamente “novo” Agile, este é que se sobressai…

Em 2014, o mesmo instituto realizou uma nova pesquisa, a qual afirmava que cerca de 80% das features e funções criadas num produto digital tinha pouco, ou mesmo, nenhum valor. Isso mesmo: 80% das funcionalidades de um produto nem sequer precisariam existir! São desperdício de tempo e dinheiro!

ESTATÍSTICAS

TAXA DE ENTREGA C/ WATERFALL
0 %
TAXA DE ENTREGA C/ ÁGIL
0 %

FUNCIONALIDADES DE SW COM POUCO/ NENHUM VALOR

0 %

É preciso investir com inteligência!

Poderíamos elencar diversos motivadores, porém a comunidade de software já aprendeu ao longo da última década que uma estratégia de alta performance deve considerar alguns elementos transformadores fundamentais, tais como:

  1. Agile, para prover a colaboração e reduzir riscos;
  2. Lean, para otimizar o fluxo e reduzir os desperdícios;
  3. Design Thinking  para gerar empatia e incentivar a cocriação;
  4. Lean Startup, para garantir o foco no que realmente importa, ou seja, naquilo que precisa ser feito para gerar valor, e no momento certo.

1.2.2. Os Benefícios

Usando GlassBox com elementos transformadores como agile e lean, por exemplo, habilitam-se benefícios como:

1. Processo simplificado

Menor nível de burocracia em relação às atividades e artefatos, o que gera um fluxo otimizado.

2. Redução de riscos

Equipes ágeis costumam lançar seus produtos mais rapidamente que equipes tradicionais; assim como equipes enxutas e orientadas pelo design, tendem a testar hipóteses mais rapidamente e com menor desperdício.

3. Redução do custo real

Uma equipe ágil tem menor probabilidade em desenvolver funcionalidades inúteis ou de pouco valor, e além disso, é possível entregar produtos potencialmente utilizáveis a cada ciclo, adiantando e provando que os mesmos funcionam e são uteis ao negócio (reduzindo assim, os riscos associados).

4. Melhor time to market

Equipes ágeis costumam lançar seus produtos mais rapidamente que equipes tradicionais; assim como equipes enxutas e orientadas pelo design, tendem a testar hipóteses mais rapidamente e com menor desperdício.

5. Equipes mais motivadas

Equipes motivadas são geralmente mais felizes no ambiente de trabalhando, principalmente quando ele é colaborativo e guiado por um propósito; por consequência, elas tendem a apresentar melhores resultados.

6. Cooperação entre equipes

Estudos mostram que a multidisciplinaridade dos papéis e a definição de foco único, até mesmo em termos de objetivos e metas, faz com que o mindset das pessoas envolvidas seja claro e direcionado ao alvo definido, fomentando a cooperação e engajamento entre as pessoas interessadas, sejam de dentro ou de fora do time (cooperação com propósito = colaboração).

7. Gestão de mudanças e prioridades

O processo ágil é incremental e iterativo, e se necessárias (e serão), as mudanças devem ser bem-vindas, visto que, diferentemente do que normalmente ocorre na engenharia civil, em se tratando de tecnologia, seguir um plano até o fim nem sempre é o melhor caminho (resiliência é fundamental).

8. Gestão de equipes distribuídas

Apesar de defenderem a comunicação face a face, as equipes ágeis e enxutas podem manter um desempenho similar ao de equipes reunidas fisicamente em um mesmo local mesmo quando distribuídas em múltiplos locais ou em modalidade 100% remota/ home-office.

9. Controle sobre custos e prazos

As expectativas são continuamente alinhadas entre as partes, principalmente quando utilizada a estratégia chamada “Lean Inception”, que age na concepção do escopo, e onde TI e negócio trabalham juntos na definição e priorização de um escopo a ser futuramente trabalhado, inclusive tratando a perspectiva do tempo de disponibilização das funcionalidades.

10. Alinhamento com o cliente

Métodos ágeis e enxutos fornecem uma forma eficaz de prover alinhamento entre os requerentes e os executores, bastando que ambos trabalhem em conjunto e fazendo com que exista apenas o mínimo de regras necessárias para prover as evidências de execução contratual ou do acordo entre as partes (isso significa que pode-se passar de um modelo tradicional, orientado à pedidos, para um modelo de propósito, orientado à negócio e priorização).

11. Alinhamento entre TI e negócio

TI e negócio passam a ter uma relação de confiança e de entendimento mútuo das suas habilidades, assim como do seu potencial e das suas limitações (trabalho com empatia melhora o tempo de reação, eliminando fluxos desnecessários e facilitando a comunicação).

12. Melhora na qualidade

Práticas de trabalho como a automatização de testes, por exemplo, evoluem os índices de eficácia e a maturidade do desenvolvimento, sendo ainda, que o uso de rotinas operacionais automatizadas para testes impacta também em ganho de eficiência e efetividade.

13. Maior visibilidade dos projetos

Com a gestão visual (provida principalmente pelo Kanban), habilita-se a transparência e melhora-se a comunicação entre os stakeholders.

14. Foco na experiência do usuário

Co-criação e feedback contínuo são questões-chaves de um processo ágil e enxuto – assim como a experiência do usuário é questão-chave para a eficiência operacional de quem usa o software, levando os ganhos na adoção do processo transformado para além da TI.

1.3. Os Objetivos Organizacionais

É muito comum que os objetivos macros de todas as organizações sejam semelhantes, mesmo quando se fala em governo. Perceba isso ao analisar, por exemplo, a estrutura de um Balanced Scorecard (BSC) – que é uma metodologia muito utilizada para criação de estratégias organizacionais – e os principais objetivos genéricos vinculados aos seus domínios:

O estudo que você verá materializado como GlassBox, portanto, é orientado pelas três habilidades fundamentais da administração para a produção: eficácia, eficiência e efetividade (conhecidos como “os 3Es”); visto que em verdade, todos os esforços das organizações devem ser direcionados através destes critérios de maximização de resultados.

Ou seja: os 3Es equivalem ao VALOR esperado no seu conceito mais amplo!!!