Produtos & Ativos de SW

MODELO DE GOVERNANÇA ÁGIL E ENXUTA

Conheça uma abordagem de alto desempenho para a contratação, execução, gestão e governança de times de produtos de software.

4. Produtos & Ativos de SW

Gerencie os elementos de software

Numa perspectiva orientada fundamentalmente pelo negócio e a complexidade do trabalho associado (passando, por exemplo, por aspectos como arquitetura e tecnologia), é importante realizar uma boa governança sobre os produtos e ativos de software da organização.

Uma classificação sugerida para organizar os elementos de software (ativos), e que também facilita a geração e análise de dados associados, inclusive para a finalidade de benchmarking, é a seguinte:

  1. ELEMENTOS FUNCIONAIS: sistemas ou módulos que implementam processos de negócio autocontidos e organizados na forma de sistema de informação, por vezes, atendendo a um setor ou departamento de negócio específico, sendo muitas vezes, um back office de negócio na intranet ou baixa plataforma (exemplos: sistemas de Conta Corrente, Empréstimos, Financiamentos);
  2. ELEMENTOS ESTRUTURAIS: softwares estruturais, construídos para fomentar o reuso e facilitar manutenções futuras, otimizando também os custos de desenvolvimento de funcionalidades comuns numa plataforma de software mais abrangente (exemplos: sistema de Segurança, Gestão de Mensagens, Gestão de Fluxos);
  3. CANAIS DE DISTRIBUIÇÃO: disponibilização de funcionalidades, normalmente de front office, à usuários específicos ou em mídias específicas, podendo inclusive apenas realizar a entrega de interface das funcionalidades de diversos elementos funcionais em uma plataforma digital adicional (como exemplo: Internet Banking e Terminal de Auto Atendimento).

Os elementos estruturais e canais de suporte (canais de distribuição) são utilizados em conjunto com os elementos de software funcionais para a viabilizar a entrega de valor num negócio específico, sendo este o conceito de ‘Produto’ adotado pelo GlassBox – ou seja, uma fronteira de aplicação, conforme conceito fornecido pela ISO-IEC 20.926/2010), que nada mais é do que um sistema de informação que entrega um processo de negócio ponta-a-ponta ao usuário.

A fronteira da aplicação é uma visão que os times idealmente devem considerar ao segregar responsabilidades, mesmo que por ventura atuem com tecnologias ligeiramente diferentes. Do contrário, corre-se o risco de tornar o produto de software mais importante do que o produto de negócio, em realidade, inabilitando a agilidade nos negócios.

Veja abaixo, um mapa de como os ativos da organização podem ser organizados para obtermos uma visão holística das soluções de uma operação, de modo com que facilite-se a montagem dos times de desenvolvimento da corporação:

4.1. Produtos

Um produto representa um negócio auto-contido, ou seja, uma fronteira de aplicação na visão do usuário.

Como já referido, entende-se como “fronteira de aplicação na visão do usuário”, o conceito proveniente do padrão internacional ISO/IEC 14.143-1:2007 e 20.926:2010, o qual especifica que fronteira é: uma interface conceitual entre o software em estudo e seus usuários.

interface conceitual entre o software em estudo e seus usuários

De igual forma, para efeito da definição do produto, considere que a fronteira funcional é estabelecida com base na visão do usuário e não em considerações técnicas.

Pretendendo resolver os problemas citados, a estratégia de governança GlassBox baliza-se primariamente pelo custo/ benefício das ações em torno do desenvolvimento de software, tanto na problemática pública como na privada, uniformemente.

determinar a fronteira de cada aplicação contida no escopo da contagem com base na visão do usuário e não em considerações técnicas

4.2. Elementos de Software (Ativos)

Como vimos, um produto pode precisar de diferentes ativos de software para, em conjunto, gerar uma proposição de valor; sejam eles canais, elementos funcionais ou elementos estruturais, chamamos cada item ‘Elemento de Software’ (ou “Ativo de Software”).

Neste contexto, no GlassBox, chamamos ‘estruturais’ os elementos técnicos que visam reuso, e ‘funcionais’, os elementos de negócios, os quais configuram, basicamente, a forma como enxergamos os sistemas de informação e sua organização numa camada de aplicação.

Os canais, por sua vez, representam frontends comuns para exposição de funcionalidades, tais como portais e aplicações móveis, por exemplo.

4.3. Métricas para Produtos e Ativos

Há métricas relacionadas ao efetivo uso de produtos e seus serviços, o que é muito importante para análises e avaliação das necessidades dos usuários – as chamaremos ‘métricas de produto’.

São exemplos de métricas de produto:

  1. Quantidade de usuários por produto, elemento ou feature;
  2. Quantidade de usuários ativos.

Entretanto, quando nos referirmos às métricas de um sistema de informação específico para fins de estimativa e medição do desenvolvimento de software (ou de projetos e demandas associados), consideraremos a visão por elemento de software – chamaremos isso de ‘métricas de ativos’.

Um tipo de unidade métrica de produto que também é usada para o ativo é o ponto de função, cujo propósito é mensurar o tamanho funcional de uma aplicação e também o tamanho de uma demanda, projeto ou ciclo de desenvolvimento de software, ou seja, um escopo de software a trabalhar (estimativa) ou efetivamente trabalhado (medido).

Para os ativos, dentre outras métricas, temos os seguintes exemplos:

  1. Quantidade de pontos de função do software total, por produto e por ativo (tamanho dos produtos, de um produto ou de um elemento);
  2. Quantidade de pontos de função do escopo total, por ciclo, por produto e por ativo (tamanho efetivamente trabalhado em cada dimensão)
  3. Quantidade de unidades de serviço técnico ou horas totais, por ciclo e por linha de serviço (a medida de esforço despendido).