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T.I e sua sopa de letrinhas

Olá! Maycon aqui novamente!

Se você está iniciando sua carreira nesse fascinante mundo da Tecnologia da Informação, certamente já se deparou com um vasto universo de palavras, acrônimos e siglas diferentes. É Apache, Git, API, CRUD, AWS, Request, IOT, Jquery, SaaS, SLA, Json, POO, entre muitas outras. Tudo isso pode assustar no começo. Mas, com o passar do tempo, todo esse vocabulário é incorporado gradativamente na sua vida.

A ideia deste post é, além de fornecer um norte para quem está perdido, compartilhar um pouco da minha própria trajetória, mostrando como que eu fiz – e ainda faço – para entender toda essa sopa de letrinhas.

Primeiro de tudo: eu preciso decorar todas essas siglas?

Essa pergunta é clássica. Afinal, quem nunca se perguntou se realmente é preciso decorar todos esses nomes?

Obviamente, aprender ou decorar TUDO é praticamente impossível. Como já falei anteriormente em outros posts, essa grande área de T.I. (olha aí mais uma sigla) é subdivida em diversas outras áreas: programação, suporte, análise de dados, gerência de projetos, entre muitas outras. Então, é importante que, dentro da subdivisão que você trabalha ou gostaria de trabalhar, você aprimore ao máximo o seu vocabulário. Isso sem dúvida contribuirá para sua qualificação profissional.

Ressalto essa importância porque, em muitos casos, uma sigla revela muito sobre o conceito que ela representa. A palavra JSON, por exemplo, significa JavaScript Object Notation. Se você sabe o que é JavaScript, já consegue imaginar que JSON seria algo relacionado à notação de objetos JavaScript. E é basicamente isso mesmo. Logo, saber o que essas siglas e/ou palavras significam ajudam a entender melhor o que elas representam.

Depois, quando você estiver confortável com a maioria das siglas dentro da sua área de atuação, recomendo fortemente que comece a ampliar seus conhecimentos para as palavrinhas importantes das outras subáreas da T.I. Afinal de contas, mesmo que você seja apaixonado por Suporte e nunca tenha a pretensão de trabalhar como programador, você terá de lidar diariamente com programadores durante sua jornada. Então, entender e conhecer um pouco mais esse outro universo facilitará e muito sua comunicação.

Como saber quais palavras e conceitos devo conhecer primeiro?

Aqui vai uma dica de ouro que funcionará como filtro do que você deve conhecer primeiro: olhe a lista de competências exigidas nas vagas de emprego. Pode parecer bobinho, mas isso me ajudou a conquistar a vaga de estágio que ocupo hoje. E vou explicar como contando um pouco da minha trajetória.

Eu aprendi lógica de programação fazendo um curso avançado de Excel. Neste curso, aprendi a fazer algumas macros com a linguagem VBA, que é a linguagem de programação utilizada nas aplicações do pacote Office. Foi ali que descobri como declarar uma variável, fazer um laço de repetição, criar uma estrutura condicional e tudo mais. Nesta época eu trabalhava em cargos administrativos, e esses conhecimentos foram de grande valia para criar algumas planilhas turbinadas em Excel.

Quando resolvi que queria me tornar programador, pensei que conseguiria um estágio fácil na área. Afinal, eu sabia fazer um “if” e um “for” e já me considerava o próximo Bill Gates. Conseguir um estágio? Seria moleza. Só comecei a me dar conta que faltava muito conhecimento no mundo da programação quando comecei a ler as vagas ofertadas de estágio, e principalmente as competências exigidas ou esperadas. Eram muitos termos e palavras que eu não fazia a mínima ideia do que se tratavam.

Obstinado a ser um programador, comecei a anotar TODOS os termos em uma planilha de Excel e listar quais eram os que mais se repetia, visando aprender todos posteriormente. Teve um que me chamou bastante atenção, pois era unânime em quase todas as vagas: a palavra Git. Em pouco tempo, aprendi o que era um sistema de versionamento, fiz uma conta no GitHub e subi alguns projetos e exercícios que fazia da faculdade. Tudo muito básico, nada demais.

Eis que, em uma entrevista de estágio, fui questionado se tinha uma conta no GitHub. Morrendo de vergonha dos códigos simples, disse que sim e forneci o link do meu repositório. Depois que conquistei a vaga e conversando com o meu supervisor Marcus Bittencourt, ele disse que fez a mesma pergunta para todos os 4 candidatos à vaga. Dois deles não sabiam o que era Git ou GitHub, um sabia o que era mas não tinha conta, e eu era o único que sabia, tinha conta e tinha alguma coisa publicada. Ele também me confessou que esse foi um dos fatores que mais me destacou entre todos os candidatos.

That’s all, folks!

Enfim, espero que tenham gostado desta dica e que tenha desmistificado algumas coisas sobre toda essa sopa de letrinhas presente na carreira de T.I. Invariavelmente, o tempo traz experiência e faz com que nosso vocabulário aumente. Para me ajudar no começo, eu desenvolvi essa estratégia de olhar as competências exigidas nas vagas de emprego. Confesso que faço isso até hoje, e serve para mim até como um guia de estudos, sobre o que eu preciso me aperfeiçoar e aprender de novo.

E você, gostou da dica? Adotou ou adota outra estratégia para ficar por dentro de todas essas palavras e conceitos que tanto nos fascinam? Comenta aqui em baixo. Vai ser um prazer ouvir sua opinião.

Até a próxima 😉

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